Nunca deixe que lhe digam que não vale apena acreditar no sonho que se tem, e que seus planos nunca vão dar certo, e que você nunca vai ser alguém..
Um ano se passou e Luiza, regressou das férias sem esperança. Tudo que ela queria era sair daquela vida de foca sem rumo. (sim porque toda foca é sem rumo, não sabe quando vai poder deixar de buscar informações pra matéria dos outros, quando vai poder ter voz pra dar opiniões) Tudo que um foca quer é poder ser reconhecido pela sociedade como jornalista.) Correr o dia todo sob sol ardendo nos ombros, sem contar dos inúmeros banhos de chuva pra conseguir informações impossíveis por telefone, fax, ou e-mail (algumas pessoas, simplesmente não se interessavam e nem se comprometiam de repassar conteúdo antes do fechamento, ou do xingamento do chefe. As coisas eram meio difíceis. E Luiza afirma que a considerada “era digital”, funcionaria melhor se fosse no tempo das carruagens de fogo. Por entre tanta correria diária ( diária, noturna, fins de semana), e compromissos pessoais todos comprometidos, seu salário de foca assumida não aumentava, mas o grau dos seus óculos sim.
Por entre tanta irritação, estressamento, nos péssimos dias em que tinha que insistir falar com pessoas sem paciência, arrogantes, e auto-suficientes, Luiza teve também, bons momentos naquele meio jornalístico. Viagens à Porto Alegre na Famurs e no Palácio da República sempre foram histórias importantes para se contar. Ainda mais quando se tinha a criatividade de registrar a sua cara nada ética na frente daqueles velhos andares. Quando havia entrevistas com políticos influentes ninguém reparava suas pernas tremendo embaixo da mesa, e ela se perguntando ainda porque o chefe havia a colocado nesta empreitada. E era bom, era legal, não entender nada de política, estar naquela situação era extraordinário. Em meio à tantas pessoas que conheceu profissionalmente, achou bom ter percebido que algumas delas simplesmente são, malucas, e nem tanto mais maduras que ela. Certas pessoas, na opinião dela (quase formada) nem mereciam o CC que tinham.
O que à consolava era que alguns colegas de outros jornais, também se encontravam na mesma situação. Se bem que derrepente um pouco mais seguros de si. (mas e quem disse que eles sabiam o que estavam fazendo sempre?)
Depois de se passar um ano, e Luiza conseguir tirar férias por quinze dias, e voltar, perdeu aquela visão de que trabalhar em jornal era ter um a vida glamourosa. Pelo contrario, era bater muito tênis na rua e muito pouco salto alto. Era sair levemente perfumada de casa e saber que sua tentativa de boa aparência acabaria assim que você chegasse na sala do prefeito. Trabalhar em jornal era tentar não parecer inocente. Era ter que ter ousadia e ao mesmo tempo muito critério. Era não conseguir ir à missa no “suposto” final de expediente. Era também claro discutir com o namorado pelos tantos eventos que teria que cobrir sozinha. Era poder ver a família quase regularmente nos finais de semana. ( dizem que para os não-mais-focas, a situação piora) Era ter consigo poucos amigos e muitos educados e pucha-sacos, que, saiam nas fotos com uma cara tão falsa quanto aquele sorriso. Era se iludir com a faculdade, que lhe contava sobre o mundo cor-de rosa da profissão. Mas também era... ter que aprender na marra a ter atenção, e interpretar seus próprios textos pelos leitores, e acima de tudo ter que escrever imitando sua chefe, porque claro que ela nunca vai confiar totalmente no seu taco. E como ela escrevia bem. Luiza tinha que admitir. O que ela esperava tanto era poder, ter um voto de reconhecimento dela, um yes! Um certo! Um, "não precisa melhorar"!Trabalhar num jornal era ter que esquecer as inspirações e escrever muitos assuntos chatos.
O bom, era somar todas essas dificuldades no final e ver que lhe trouxeram aprendizagem. Sua esperança é poder deixar de ser foca, ou se nada der certo virar jornalista. E se quem sabe tudo der errado, mesmo assim daria muito certo, ela seria simplesmente cantora de fundo de quintal. E teria uma vida um pouco mais disrregrada.
Amoore, deixei um selo de qualidade pra ti no meu blog :D
ResponderExcluirObrigada Pri!
ResponderExcluir