E então eu fico me perguntado como está terminando este ano... fiz de mais... fiz menos... fiz bem feito! Lembro que antes mesmo do ano começar fiz pedidos e criei metas: irei me dedicar primeiramente ao trabalho, segundo ao estudo, então ao amor e amigos. Mas vocês sabem que as coisas nunca acontecem necessariamente nesta ordem...
O trabalho sim, foi minha prioridade! Sabe que eu não sei se
consegui me dedicar o tanto quanto queria. Mas sempre foi bom estar no trabalho, adoro o que eu faço.. e sempre fiz tudo o que esteve ao meu alcance e talvez um pouco mais do que estivesse. Tudo com pós satisfação. Está certo, eu não posso esquecer que quase entrei em parafuso, quando tive que assumir responsabilidades, e me comprometer com muitas coisas que antes não me faziam se quer fazer muito esforço. E isso me faz pensar o quanto minha antiga chefe sofreu comigo: uma pessoa descomprometida, não abraça a causa, não ganha salário por merecer, está lá para cumprir horário.
Mas chegou o dia, (e eu sabia que ia chegar), em que provei pra família, (aquela que sempre me enxergou como a menininha do papai), que eu posso me virar, morar sozinha, ser dona de casa, faxineira, cozinheira, jornalista, estudante, música, católica, namorada.. eu dou um jeito eu me viro... nem eu no fundo quero acreditar nisso, mas as forças das circunstâncias sempre me fizeram no final das contas, me virar, sair pela tangente, aliviar a ansiedade, passar por poucas e boas. A ansiedade sempre permaneceu comigo, mas hoje me sinto mais madura no sentido de conseguir controla-la, porque querendo ou não a rotina apresenta diariamente, desafios e preocupações. Então agora eu posso dizer: durma bem à noite, desligue-se quando chegar em casa, não passe noites seguidas sonhando com o trabalho, nem acorde e vá dormir pensando nele. Não respire trabalho! Sabe por que? Confie em você, que na hora certa, tudo o que é pra acontecer acontece! Empenho e dedicação não tem nada haver com preocupação. E assumir responsabilidades não te torna uma pessoa frustrada e sem tempo pra diversão. E isso me faz pensar outra coisa: em certos encontros e desencontros, musicais, me apareceu o trecho: “Talvez fosse pra perceber, que tudo tem seu tempo para viver”. E foram tais palavras que mudaram o meu dia, alegria, paz, saudade, tranquilidade, me lembraram a frase que dizia.. sorrir nas dificuldades e ser feliz pra toda vida!
Eu nunca acreditei em adivinha, médium, essas coisas, mas em destino eu acredito! O meu destino foi escrito em partitura sabia? Isso eu tenho certeza! As vezes sem que percebêssemos, anjos caem do céu e colocam pessoas desconhecidas em nosso caminho, e isso se chama apresentação de oportunidades! Então eu posso dizer que, tudo deu certo! Não vejo o final do ano como um recomeço, vejo como uma continuação de tudo que vem dando certo.
Tem muitas coisas que se vem deixando pra trás para assumir responsabilidades, mas pode se dizer melhor, que isso se chama escolha de prioridades. Faz tempo que não atualizo este blog, mas foi deixado de lado deste agosto, talvez por falta de inspiração, ou pelo turbilhão de pensamentos desordenados que invadiram minha cabeça nos últimos tempos, e eram impossíveis de se organizarem! Em meio a tantas coisas pra dizer, tanto a se perguntar.. Mas...
Obrigada Deus por tudo! E pela maré de boa sorte, ou melhor: pela força de vontade que me deste, e a vontade de vencer! Afinal a vida, sem sonhos seria baseada em trabalho de rotina e mais trabalho de rotina, e uma bela de uma depressão. Só que as coisas simples da vida, não deixam ela se entristecer... amigos, flores, amores, família! Bom dia pra você. E se amanhã o que eu sonhei não foi bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola e refaço, colo, pinto e bordo! Porquê a força de dentro é maior que todos os ventos contrários, né senhor Caio Fernando? E posso te garantir uma coisa: o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples. Então um brinde a vida! Um brinde as pessoas, um brinde ao seu trabalho chato, um brinde aos amores, um brinde aos amigos, um brinde aos problemas, um brinde a saúde, um brinde a tudo que faz com que a vida, seja tão interessante, justamente por ser tão real! Um brinde com morangos e muito alcool..
"Sempre vai existir essa incansável busca por alguém que escute suas histórias, seus medos, seus fracassos, seus sonhos.. que lhe escute. Não é fácil encontrar, mas não é impossível, não é rápido , mas também não é eterna a busca. Um dia você encontra uma voz doce que te acalma, alguém que sorri pra você e te abraça sem ao menos se mover, encontra um olhar terno que te faz derreter só de olhar, encontra palavras que sempre quis escutar, que sempre disse, mas não costumavam dizer pra você. Quando isso acontecer , agarre, cuide .. porque você acabou de encontrar seu mais lindo esconderijo" -
whatever .
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Façamos valer o Quarto Poder!
Em que época vivemos? A Ditadura Militar acabou já faz algum bom e velho tempo. Passou-se a época em que oposicionistas eram presos, torturados e mortos! O termo mudou, mas hoje ainda vivemos em constante opressão e censura. Muitos jornalistas, não se interessam e nem se arriscam, em divulgar a verdade, em um sistema capitalista onde o que se tem em mente, é apenas um jogo financeiro. A censura nesse caso é vista a olhos nus, quando os próprios jornalistas se privam de “meter a boca no trombone”, por puros interesses particulares. A massa é movida por interesses particulares, e a mídia com certeza também é. Sabe porquê? Porque ela passou por inúmeras dificuldades, opressões, torturas, e apesar disso hoje se acostumou a divulgar apenas o que não possa trazer problemas particulares e/ou financeiros para ela própria . Divulgar fraudes, roubos, e escândalos na mídia, de instituições políticas, ou empresas influentes significa muitas vezes, perder pra sempre a capacidade de faturar. Jornalismo só é social, quando leve em conta sempre, problemas sociais. Mas o capitalismo assola inclusive a comunicação social, infelizmente. Publicar certas coisas, é considerado suicídio para alguns meios.
Se a grande massa fosse levada em consideração realmente, seria necessário que eles soubessem dos bastidores. Mas nem sempre é assim! Jornais, revistas, rádios, meios eletrônicos, têm sem dúvida interesses particulares. O povo não tem voz, o povo não precisa saber a verdade, o povo pode ser enganado, e achar que está sendo informado da melhor maneira,se acreditar que a mídia que ele acredita tem credibilidade. Mas essa mídia que ele acredita, só continuará sendo acreditada, se puxarem descaradamente e erradamente o saco de instituições e políticas públicas, que têm o poder de acabar com aquele meio de comunicação da noite para o dia. Isso não é apenas ocultar, é enganar! A comunicação social não precisa mais se submeter a este papel infame.
Por isso é muito importante que os meios de comunicação concorrentes, possam sobreviver juntos, denunciando sim, incomodando as instituições sim, desmascarando os interesses particulares, os desvios de dinheiro público, esteja por trás disso, pessoas influentes ou não. A mídia precisa se unir, é indispensável que isso aconteça, para que possam fazer um trabalho social de verdade. Num país considerado democrático, não foram nem capazes de investigar o destino daqueles que a ditadura militar fez sumir da face da terra. Façamos valer o 4° poder por favor!
A submissão da mídia atual, faz com que se concretize a ideia de que só existe riqueza sem trabalho, o comércio sem moralidade e a política sem princípios.
Se a grande massa fosse levada em consideração realmente, seria necessário que eles soubessem dos bastidores. Mas nem sempre é assim! Jornais, revistas, rádios, meios eletrônicos, têm sem dúvida interesses particulares. O povo não tem voz, o povo não precisa saber a verdade, o povo pode ser enganado, e achar que está sendo informado da melhor maneira,se acreditar que a mídia que ele acredita tem credibilidade. Mas essa mídia que ele acredita, só continuará sendo acreditada, se puxarem descaradamente e erradamente o saco de instituições e políticas públicas, que têm o poder de acabar com aquele meio de comunicação da noite para o dia. Isso não é apenas ocultar, é enganar! A comunicação social não precisa mais se submeter a este papel infame.
Por isso é muito importante que os meios de comunicação concorrentes, possam sobreviver juntos, denunciando sim, incomodando as instituições sim, desmascarando os interesses particulares, os desvios de dinheiro público, esteja por trás disso, pessoas influentes ou não. A mídia precisa se unir, é indispensável que isso aconteça, para que possam fazer um trabalho social de verdade. Num país considerado democrático, não foram nem capazes de investigar o destino daqueles que a ditadura militar fez sumir da face da terra. Façamos valer o 4° poder por favor!
A submissão da mídia atual, faz com que se concretize a ideia de que só existe riqueza sem trabalho, o comércio sem moralidade e a política sem princípios.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Quem mesmo com 20 e poucos anos, nunca precisou de um adulto por perto? A insegurança causa isso nas pessoas. Barra da sai da mãe é bom,é confortável.. companhias para desabafar são confortáveis, e também são cômodas o suficiente para fazer com que não haja progresso. É mais fácil cruzar os braços e não acreditar no próprio potencial. Certa vez Caio Fernando de Abreu disse: “e que seja permanente esta vontade de ir além daquilo que me espera.” Tirar forças do fundo da alma, e parar de ver o mundo aos olhos de formiga, como se tudo ao nosso redor fosse gigante, e nós fossemos apenas bebezinhos desprotegidos (o que na verdade todos somos as vezes). O detalhe na vida, não é ser bebê que se sente desprotegido, é ser bebê que olha a vida com graça em cada cantinho, porque despreocupados, eles não temem o perigo.
Precisamos de um adulto que nos de incentivo para dar o próximo passo! Todos com 20 e tantos anos precisamos, porque nos tornamos seres dependentes. Precisamos de um abraço de pai, de quem nos alimente (espiritualmente), de alguém que aponte o destino certo, que nos cante canções de ninar em meio a correria sufocante do dia-a-dia, precisamos de mãe que agüente os choros esguelados que aliviam nosso sofrimento, precisamos de atenção e exclusividade! Necessitamos ser eternas crianças! Precisamos de alguém do outro lado nos esperando! Precisamos saber que vale apena tentar! Somos crianças eternas, em meio a forças e fraquezas, a única certeza é que passaremos e faremos história, cada um de uma forma diferente. Porque a vida está começando hoje. Ela recomeça todos os dias! Cada dia, damos passos incertos em direção, a algo que queremos, cambaleando e tropeçando. Não temos mais anjos da guarda como nossos pais foram, enquanto aguardavam entusiasmados nossos primeiros passos, mas certamente somos independentes felizes, e precisamos sempre voltar buscar colo e aconchego.
Precisamos de um adulto que nos de incentivo para dar o próximo passo! Todos com 20 e tantos anos precisamos, porque nos tornamos seres dependentes. Precisamos de um abraço de pai, de quem nos alimente (espiritualmente), de alguém que aponte o destino certo, que nos cante canções de ninar em meio a correria sufocante do dia-a-dia, precisamos de mãe que agüente os choros esguelados que aliviam nosso sofrimento, precisamos de atenção e exclusividade! Necessitamos ser eternas crianças! Precisamos de alguém do outro lado nos esperando! Precisamos saber que vale apena tentar! Somos crianças eternas, em meio a forças e fraquezas, a única certeza é que passaremos e faremos história, cada um de uma forma diferente. Porque a vida está começando hoje. Ela recomeça todos os dias! Cada dia, damos passos incertos em direção, a algo que queremos, cambaleando e tropeçando. Não temos mais anjos da guarda como nossos pais foram, enquanto aguardavam entusiasmados nossos primeiros passos, mas certamente somos independentes felizes, e precisamos sempre voltar buscar colo e aconchego.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Máscaras
Ta aí um assunto que nunca falei.. porque não sei.. de certa forma está tão obvio dentro de mim! Máscaras! Todos usamos! As máscaras dos sentimentos.. aqueles que mais confundem nossas cabeças! Quando nos escondemos por trás das nossas diversas máscaras, acabamos nos esquecendo de nossa própria identidade!
Por medo , insegurança , orgulho , sejam quais forem os motivos as máscaras garantem uma certa estabilidade. Não fomos preparados para sermos transparentes em função deste mundo tão ameaçador , o homem tenta se proteger através delas. Vivemos a vida atuando! Assumimos vários personagens, demonstramos felicidade enquanto estamos tristes, mostramos simpatia quando aquela pessoa não nos agrada, mostramos calma, quando queríamos gritar.. e tudo porque a sociedade de hoje exige traje adequado, troca de vestimenta, seguimento de roteiros.. Ninguém até hoje conseguiu aprender a ler na profundidade de um olhar. Porisso existe muitas pessoas por aí que perdem suas faces!Ninguém parou para pensar que nascemos sozinhos, tomamos decisões sozinhos, conquistamos empregos e cargos com o esforço de nós próprios. E mesmo assim passamos o tempo tentando imitar o mundo como ele parece ser a nossos olhos, enganando a nós mesmos! Hoje, eu já acho que só se vive plenamente quando se consegue tirar todas as máscaras, parando de nos enganar.. Sim, porque as pessoas que nos cercam não precisam ser enganadas, pra elas não faz diferença. Aquele velho ditado continua afirmando que Deus deu uma vida para cada um para que cada um cuide da sua! Viver em função dos outros não é viver! O grande problema da humanidade é que os seres humanos vivem cobrindo-a com lençóis, e eles próprios não conseguem mais enxergar além. Qual a essência, de uma pessoa simples, com roupas simples, e com um olhar e um sorriso mais cativantes que alguem pode ter. Esta pessoa, seria a mais atraente, do que aquela com as roupas da moda, e com a aparência do século. Os homens só criaram a moda, para ter uma maneira mais inteligente de não se sentir ridículo. Como dizia Clarice Lispector terei toda a aparência de quem falhou e só eu saberei se foi a falha necessária. A vida é muito mais que a cultura de um povo, que as tradições, que a moda, é muito mais do que demonstrar atitudes sempre certinhas e coerentes aos olhos dos outros. A quem neste mundo nós queremos enganar? No final das contas é sempre entre você e Deus!
Mas é importante saber, o quanto as coisas simples tem valor! Basta lembrar do olhar transparente e contagiante de uma criança! Que sejamos todos crianças uma vez! Um ser humano é muito mais lindo sem máscaras, sem enganações, sem aparência! Máscaras eram os atores do teatro grego que usavam. Ninguém precisa continuar com elas! Elas só servem para afastar as pessoas, e não mante-las próximas!As roupas da moda, a maquiagem, servem para mudar a autoestima de alguem, mas as vezes servem também para cair por terra exatamente quando se quer esconder, tristeza, ressentimento, inveja... e essas máscaras com estes sentimentos, torna alguém sem identidade na vida, nestas completas cenas que movem o mundo e a comunicação social. Ser feliz por mim, amar por mim, ter autoestima para mim, e isto tudo vem na mais simples flor que brota com sofrimento no concreto! E por serem raras são as maiores e mais lindas caracterizações que possam existir.
Por medo , insegurança , orgulho , sejam quais forem os motivos as máscaras garantem uma certa estabilidade. Não fomos preparados para sermos transparentes em função deste mundo tão ameaçador , o homem tenta se proteger através delas. Vivemos a vida atuando! Assumimos vários personagens, demonstramos felicidade enquanto estamos tristes, mostramos simpatia quando aquela pessoa não nos agrada, mostramos calma, quando queríamos gritar.. e tudo porque a sociedade de hoje exige traje adequado, troca de vestimenta, seguimento de roteiros.. Ninguém até hoje conseguiu aprender a ler na profundidade de um olhar. Porisso existe muitas pessoas por aí que perdem suas faces!Ninguém parou para pensar que nascemos sozinhos, tomamos decisões sozinhos, conquistamos empregos e cargos com o esforço de nós próprios. E mesmo assim passamos o tempo tentando imitar o mundo como ele parece ser a nossos olhos, enganando a nós mesmos! Hoje, eu já acho que só se vive plenamente quando se consegue tirar todas as máscaras, parando de nos enganar.. Sim, porque as pessoas que nos cercam não precisam ser enganadas, pra elas não faz diferença. Aquele velho ditado continua afirmando que Deus deu uma vida para cada um para que cada um cuide da sua! Viver em função dos outros não é viver! O grande problema da humanidade é que os seres humanos vivem cobrindo-a com lençóis, e eles próprios não conseguem mais enxergar além. Qual a essência, de uma pessoa simples, com roupas simples, e com um olhar e um sorriso mais cativantes que alguem pode ter. Esta pessoa, seria a mais atraente, do que aquela com as roupas da moda, e com a aparência do século. Os homens só criaram a moda, para ter uma maneira mais inteligente de não se sentir ridículo. Como dizia Clarice Lispector terei toda a aparência de quem falhou e só eu saberei se foi a falha necessária. A vida é muito mais que a cultura de um povo, que as tradições, que a moda, é muito mais do que demonstrar atitudes sempre certinhas e coerentes aos olhos dos outros. A quem neste mundo nós queremos enganar? No final das contas é sempre entre você e Deus!
Mas é importante saber, o quanto as coisas simples tem valor! Basta lembrar do olhar transparente e contagiante de uma criança! Que sejamos todos crianças uma vez! Um ser humano é muito mais lindo sem máscaras, sem enganações, sem aparência! Máscaras eram os atores do teatro grego que usavam. Ninguém precisa continuar com elas! Elas só servem para afastar as pessoas, e não mante-las próximas!As roupas da moda, a maquiagem, servem para mudar a autoestima de alguem, mas as vezes servem também para cair por terra exatamente quando se quer esconder, tristeza, ressentimento, inveja... e essas máscaras com estes sentimentos, torna alguém sem identidade na vida, nestas completas cenas que movem o mundo e a comunicação social. Ser feliz por mim, amar por mim, ter autoestima para mim, e isto tudo vem na mais simples flor que brota com sofrimento no concreto! E por serem raras são as maiores e mais lindas caracterizações que possam existir.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Pare Olhe Escute!
“Sentada na escada o sol batia na minha cara e eu não via nada..
Talvez fosse pra perceber que tudo... tem seu pra viver”
Foi por este trecho de música e com uma dúzia de noites frias que me agasalhava, colocava o violão em cima do ombro e partia, para os ensaios. Nem era tão interessante assim, mas lá eu me permitia sonhar..Foi lá que consegui diferenciar o som de cada instrumento no fundo.. misturado em meio a músicas que bem ou mal, antes, só me mostravam sentimentos.
Volta e meia, sonho com apresentações, que nunca aconteceram, com todas as sensações que eu teria, quando conseguisse formar uma harmoniosa música, com um harmonioso público em volta. Um baixo dando ênfase as partes importantes, um violão dando ritmo, um piano tocando solo em partes emocionando, uma bateria para tornar a música mágica e tão poderosa como ela sempre quis ser. Vivo por ela, desde
a primeira vez que eu a encontrei. Não me lembro como, mas ela entrou em mim e permaneceu aqui.
Porque será que os sonhos são sempre melhores, que a realidade? Mas até agora eu não quis perceber que se fosse real não seria tão bom assim!
Ser jornalista.. que legal.. que sonho maravilhoso! Que ironia minha! Não é ruim, mas também não é mais nenhum sonho! Eu vivo com a esperança de conseguir realizar minhas fantasias musicais, que certa ou erradamente me tornariam a pessoa mais feliz e realizada do mundo! Por que sonhar não tem preço! E nisso mais do que tudo,sinto que eu posso, porque eu quero, tenho capacidade, e principalmente: teria o maior amor do mundo para faze-lo!
Aí eu tomo um banho bem quente, passo a tarde escrevendo matérias, em contato com as mais diversas pessoas, fotografando, conhecendo lugares, esfrio a cabeça e vejo que a realidade é suportável e até agradável as vezes, mas que está longe de ser o que eu queria! Preciso de nostalgia! De vida após a faculdade! Já teve dias que passei tentando amenizar a raiva, de explodir e gritar, quem sabe só cantar pro mundo que.. só queria que alguém me aquecesse neste inverno e que tudo mais fosse pro inferno! Estou na estação há tanto tempo e sempre tem gente chegando e indo.. e eu.. me sinto ainda aqui!Estava pensando tempo atrás, que o que eu queria mesmo era ter a música como profissão e o jornalismo como hobby, combinaria mais comigo sabe?! E talvez eu não me sentisse tão parada na estação. Quem sabe tenha chegado a hora de levar ao pé da letra a placa que diz: pare, olhe escute! Porque qualquer decisão precipitada pode ser fatal! A minha decisão de fazer jornalismo, foi precipitada, mas não me arrependo tanto assim, não ta sendo nenhum martírio exercer essa profissão.. e está tão cedo ainda. As coisas podem mudar, o trem pode mudar o rumo. Pra que se apressar tanto se na vida ninguém sai vivo mesmo. Uma vez um amigo me questionou sobre o que faria se eu soubesse que morreria amanhã.. então pensei, que não iria dar tempo de fazer tudo. E se eu começar agora, quem sabe não passe a vida inteira sendo engolida pelo trem ou simplesmente fique intacta esperando por ele, porque tenho certeza que, se a viagem não levar ao destino, sempre vale apena viajar. E por mais que não consiga expressar tudo que gostaria de dizer, sei que não posso ficar mais esperando alguém trazer uma rosa vermelha pra enfeitar meu piano. E como diria Mario Quintana.. se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não quere-las. Que tristes seriam os caminhos se não fosse a presença distante das estrelas.
Talvez fosse pra perceber que tudo... tem seu pra viver”
Foi por este trecho de música e com uma dúzia de noites frias que me agasalhava, colocava o violão em cima do ombro e partia, para os ensaios. Nem era tão interessante assim, mas lá eu me permitia sonhar..Foi lá que consegui diferenciar o som de cada instrumento no fundo.. misturado em meio a músicas que bem ou mal, antes, só me mostravam sentimentos.
Volta e meia, sonho com apresentações, que nunca aconteceram, com todas as sensações que eu teria, quando conseguisse formar uma harmoniosa música, com um harmonioso público em volta. Um baixo dando ênfase as partes importantes, um violão dando ritmo, um piano tocando solo em partes emocionando, uma bateria para tornar a música mágica e tão poderosa como ela sempre quis ser. Vivo por ela, desde
a primeira vez que eu a encontrei. Não me lembro como, mas ela entrou em mim e permaneceu aqui.
Porque será que os sonhos são sempre melhores, que a realidade? Mas até agora eu não quis perceber que se fosse real não seria tão bom assim!
Ser jornalista.. que legal.. que sonho maravilhoso! Que ironia minha! Não é ruim, mas também não é mais nenhum sonho! Eu vivo com a esperança de conseguir realizar minhas fantasias musicais, que certa ou erradamente me tornariam a pessoa mais feliz e realizada do mundo! Por que sonhar não tem preço! E nisso mais do que tudo,sinto que eu posso, porque eu quero, tenho capacidade, e principalmente: teria o maior amor do mundo para faze-lo!
Aí eu tomo um banho bem quente, passo a tarde escrevendo matérias, em contato com as mais diversas pessoas, fotografando, conhecendo lugares, esfrio a cabeça e vejo que a realidade é suportável e até agradável as vezes, mas que está longe de ser o que eu queria! Preciso de nostalgia! De vida após a faculdade! Já teve dias que passei tentando amenizar a raiva, de explodir e gritar, quem sabe só cantar pro mundo que.. só queria que alguém me aquecesse neste inverno e que tudo mais fosse pro inferno! Estou na estação há tanto tempo e sempre tem gente chegando e indo.. e eu.. me sinto ainda aqui!Estava pensando tempo atrás, que o que eu queria mesmo era ter a música como profissão e o jornalismo como hobby, combinaria mais comigo sabe?! E talvez eu não me sentisse tão parada na estação. Quem sabe tenha chegado a hora de levar ao pé da letra a placa que diz: pare, olhe escute! Porque qualquer decisão precipitada pode ser fatal! A minha decisão de fazer jornalismo, foi precipitada, mas não me arrependo tanto assim, não ta sendo nenhum martírio exercer essa profissão.. e está tão cedo ainda. As coisas podem mudar, o trem pode mudar o rumo. Pra que se apressar tanto se na vida ninguém sai vivo mesmo. Uma vez um amigo me questionou sobre o que faria se eu soubesse que morreria amanhã.. então pensei, que não iria dar tempo de fazer tudo. E se eu começar agora, quem sabe não passe a vida inteira sendo engolida pelo trem ou simplesmente fique intacta esperando por ele, porque tenho certeza que, se a viagem não levar ao destino, sempre vale apena viajar. E por mais que não consiga expressar tudo que gostaria de dizer, sei que não posso ficar mais esperando alguém trazer uma rosa vermelha pra enfeitar meu piano. E como diria Mario Quintana.. se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não quere-las. Que tristes seriam os caminhos se não fosse a presença distante das estrelas.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses,
todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e
risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube
do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de
tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade,
meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo
desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso
Tati Bernardi
todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e
risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube
do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de
tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade,
meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo
desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso
Tati Bernardi
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Esteriótipos criados para Deus
Falando em literatura... está lançado há algum tempo o famoso livro de William Young, “A Cabana”. Em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Com uma incrível simplicidade, o autor relata uma história, e proporciona uma interessante reflexão sobre Deus. Isto mesmo! A visão das pessoas sobre Deus.
Publicado nos Estados Unidos por uma pequena editora A Cabana, se revelou um destes livros raros, que a partir do entusiasmo dos leitores se torna um fenômeno de público.
A história que causa a trama, diz respeito a uma viagem de final de semana, em que a filha mais nova de Mack Allen Phillips, é seqüestrada, gerando a evidência de que foi brutalmente assassinada, numa cabana abandonada. Quatro anos se passam e Mack recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a retornar a cabana. Sem saber que mudaria seu destino por completo, o homem regressa à cabana ..( aguardo sua leitura)
O mais interessante, não é a história contada, mas sim, o que ela proporciona a cada leitor. A igreja católica, passou aos fiéis desde cedo, uma imagem de Deus. A partir desta imagem, os fies passaram a seguir regras, e a reger diante das normas da igreja. Mas o autor faz os possíveis fiéis refletirem sobre a crença sobre Deus. Ajuda-los a não sucumbir tão facilmente aos seus conceitos religiosos. “se eu me revelasse a você como uma figura grande, branca e com aparência de avô com uma barba cumprida, simplesmente reforçaria seus esteriótios religiosos. Meu Deus meu Deus porque me abandonaste.. independente do que ele sentiu, eu nunca o deixei. Quando tudo que consegue ver é sua dor, talvez perca a visão de mim,.. Não sou quem você acha! As pessoas tentam entender quem eu sou, pensando no melhor que elas podem ser, mutiplicando por toda a bondade que conseguem perceber, que frequentemente não é muita, e depois chamam o resultado de Deus. E embora possa parecer um esforço nobre, a verdade é que fica lamentavelmente distante do que realmente sou, sou alem de tudo que você possa perguntar ou pensar.”.
Sou católica e nem por isso preciso concordar com tudo que a igreja católica impôs como certo.. e em que milhões de fiéis continuam caminhando em fila indiana como carneirinhos sem questionar, sem pensar.. como se ainda estivessem vivendo a época de 2 mil anos atrás. A igreja católica é tão forte, que o mito sobre o esteriótipo de Deus ainda perdura! Deus é o que? Deus é o que eu acredito. Simplesmente! É algo que me faça acreditar e ter esperança pra seguir.. Deus é a ilusão que os homens precisam pra se manterem firmes, em meio a um mundo caótico. Deus não tem que ser uma lei, como a igreja católica implantou na cabeça de todos. Deus é a mais bela caracterização de amor, sem formas e conceitos. Deixa ele ser quem você quer que ele seja! É algo que faz sermos positivos! E ele precisa existir! E se ele existir mesmo.. pra mim ele se chama, Coração, tem os olhos azuis, uma barba branca, uma expressão sofrida, e me ama mais que qualquer pessoa.. e mesmo ele não existindo disso eu tenho certeza... as vezes penso que seja ele que me manda a primavera, o verão, o outono e o inverno, pra mim não achar a vida tão monótona. E também como muitos, acho mais fácil ver Deus, como a igreja católica me fez conhecer-lo. Mas de um tempo pra cá, ele é simplesmente o que me faz sentir mais leve e despreocupada.. é o que me faz fugir do mundo real, pra não enlouquecer.. Se as pessoas acham que Deus não existe elas estão certas, e se acham que ele existe, também estão! Eu quero encontra Deus na cabana.. Cada coração acredita naquilo que lhe faz bem, e faz suas escolhas apartir disso. Então eu espero realmente que Deus seja pra você, um homem de barba, e olhos azuis da cor do mar, que parece mais sábio que tudo, e que mostre o caminho do seu coração, sempre que o que tiver por fora o atormente. Que ele seja o sonho mais lindo, que você sonhar.. e que você possa repetir esse sonho sempre! Que ele lhe atraia até a cabana e lhe faça ser feliz as vezes.
E assim seja.. porque é assim que é!!
Com uma incrível simplicidade, o autor relata uma história, e proporciona uma interessante reflexão sobre Deus. Isto mesmo! A visão das pessoas sobre Deus.
Publicado nos Estados Unidos por uma pequena editora A Cabana, se revelou um destes livros raros, que a partir do entusiasmo dos leitores se torna um fenômeno de público.
A história que causa a trama, diz respeito a uma viagem de final de semana, em que a filha mais nova de Mack Allen Phillips, é seqüestrada, gerando a evidência de que foi brutalmente assassinada, numa cabana abandonada. Quatro anos se passam e Mack recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a retornar a cabana. Sem saber que mudaria seu destino por completo, o homem regressa à cabana ..( aguardo sua leitura)
O mais interessante, não é a história contada, mas sim, o que ela proporciona a cada leitor. A igreja católica, passou aos fiéis desde cedo, uma imagem de Deus. A partir desta imagem, os fies passaram a seguir regras, e a reger diante das normas da igreja. Mas o autor faz os possíveis fiéis refletirem sobre a crença sobre Deus. Ajuda-los a não sucumbir tão facilmente aos seus conceitos religiosos. “se eu me revelasse a você como uma figura grande, branca e com aparência de avô com uma barba cumprida, simplesmente reforçaria seus esteriótios religiosos. Meu Deus meu Deus porque me abandonaste.. independente do que ele sentiu, eu nunca o deixei. Quando tudo que consegue ver é sua dor, talvez perca a visão de mim,.. Não sou quem você acha! As pessoas tentam entender quem eu sou, pensando no melhor que elas podem ser, mutiplicando por toda a bondade que conseguem perceber, que frequentemente não é muita, e depois chamam o resultado de Deus. E embora possa parecer um esforço nobre, a verdade é que fica lamentavelmente distante do que realmente sou, sou alem de tudo que você possa perguntar ou pensar.”.
Sou católica e nem por isso preciso concordar com tudo que a igreja católica impôs como certo.. e em que milhões de fiéis continuam caminhando em fila indiana como carneirinhos sem questionar, sem pensar.. como se ainda estivessem vivendo a época de 2 mil anos atrás. A igreja católica é tão forte, que o mito sobre o esteriótipo de Deus ainda perdura! Deus é o que? Deus é o que eu acredito. Simplesmente! É algo que me faça acreditar e ter esperança pra seguir.. Deus é a ilusão que os homens precisam pra se manterem firmes, em meio a um mundo caótico. Deus não tem que ser uma lei, como a igreja católica implantou na cabeça de todos. Deus é a mais bela caracterização de amor, sem formas e conceitos. Deixa ele ser quem você quer que ele seja! É algo que faz sermos positivos! E ele precisa existir! E se ele existir mesmo.. pra mim ele se chama, Coração, tem os olhos azuis, uma barba branca, uma expressão sofrida, e me ama mais que qualquer pessoa.. e mesmo ele não existindo disso eu tenho certeza... as vezes penso que seja ele que me manda a primavera, o verão, o outono e o inverno, pra mim não achar a vida tão monótona. E também como muitos, acho mais fácil ver Deus, como a igreja católica me fez conhecer-lo. Mas de um tempo pra cá, ele é simplesmente o que me faz sentir mais leve e despreocupada.. é o que me faz fugir do mundo real, pra não enlouquecer.. Se as pessoas acham que Deus não existe elas estão certas, e se acham que ele existe, também estão! Eu quero encontra Deus na cabana.. Cada coração acredita naquilo que lhe faz bem, e faz suas escolhas apartir disso. Então eu espero realmente que Deus seja pra você, um homem de barba, e olhos azuis da cor do mar, que parece mais sábio que tudo, e que mostre o caminho do seu coração, sempre que o que tiver por fora o atormente. Que ele seja o sonho mais lindo, que você sonhar.. e que você possa repetir esse sonho sempre! Que ele lhe atraia até a cabana e lhe faça ser feliz as vezes.
E assim seja.. porque é assim que é!!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
E quando a palavra cala.. a musica fala!
Sempre que se tem muito a dizer.. as palavras não saem.. ficam por dentro como um turbilhão de pensamentos e confusões...
Mas o que importa é que a música fala todas as vezes que não é mais possível calar e também não se consegue falar! Então. É assim que tudo começa, com a música. Nem que seja pela minha cabeça e pela voz cheia de falhas.. então se te calares consegue ouvir! E é aí que tudo acaba, e recomeça exatamente como tem que recomeçar!
Sempre que se tem muito a dizer.. as palavras não saem.. ficam por dentro como um turbilhão de pensamentos e confusões...
Mas o que importa é que a música fala todas as vezes que não é mais possível calar e também não se consegue falar! Então. É assim que tudo começa, com a música. Nem que seja pela minha cabeça e pela voz cheia de falhas.. então se te calares consegue ouvir! E é aí que tudo acaba, e recomeça exatamente como tem que recomeçar!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A chamam de 'crise do quarto de vida'.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'… E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Passa a rir com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparada para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotada e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confusa. De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro, forma física… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?! É, assim bem rápido!
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego…
autor desconhecido
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'… E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Passa a rir com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparada para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotada e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confusa. De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro, forma física… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?! É, assim bem rápido!
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego…
autor desconhecido
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Padrão Inatingível de beleza
Na disciplina de Reportagem para TV, a professora nos incumbiu de escolher uma pauta e fazer uma reportagem com estrutura e tempo adequado.
Então tive a ousadia de escolher a pauta sobre a Síndrome PIB/ Padrão Inatingível de beleza. Esta síndrome implica na total influência da mídia no inconsciente das mulheres. Estas, que formam em suas mentes uma imagem de corpo perfeito, e definem aquela imagem como a ideal, acabam se tornando pessoas infelizes porque vivem em uma guerra com o espelho que parece não cessar. A imagem refletida no espelho de tantas meninas é frustrante quando o que elas vem é apenas o corpo geneticamente natural.
Então com medo de rejeição no grupo social, que a mídia ocasiona com o PIB, muitas buscam fazer exercícios físicos de modo exagerado e realizam dietas “passa fome”. Mas como ainda assim não se consideram no padrão estipulado como ideal, o problema psicológico tende a ficar cada vez mais grave. Isso acontece quando a autoestima desaparece de vez, e o indivíduo tenta “resolver” seu problema ocasionando transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Aí sim o caminho se torna sem volta se não houver acompanhamento psicológico constante!
Até onde é saudável se cuidar, freqüentar academias, contar calorias?
A mídia busca e consegue sempre convencer o espectador para vender. Mas quem pára pra pensar que a função da mídia é justamente essa? Diversas revistas brasileiras exibem suas capas com mulheres desenhadas, esbeltas, sempre bronzeadas, magras na medida certa, com pernas torneadas, bumbum durinho, pele macia.. e todas mostrando um sorriso com cara de felicidade. Este é o produto dedicado de mulher para mulher! “Vende-se uma barriga tanquinho, e.. “vende-se também alegria e satisfação!”
Não é capricho de adolescente adquirir a síndrome PIB; é sim um caso sério a se pensar. Vem aumentando significativamente o número de mulheres e até mesmo alguns homens que morrem por adquirirem transtornos alimentares. E é essa a realidade de pessoas comuns que convivem com você e comigo. E você? Também não é um pouco paranóico com essa história de padrão de beleza?
“Se sentir bem” não deve ser comparado a “se sentir perfeito”. Se sentir bem é praticar exercícios físicos regulares e se alimentar saudavelmente sem contar as mínimas calorias, e é fazer isso espontaneamente sem punição ou auto-rejeição. Se sentir bem não é precisar da aprovação de ninguém sobre nossos atos ou nossa aparência.
A vida não nos acompanha com trilha sonora, é verdade; mas se sentir bem é acima de qualquer suspeita respirar com alívio o mais puro dos ares e convencer a si mesmo de que “eu sou saudável porque me aceito exatamente assim”
Eu como não me excluo e não sou exceção de mulher com a síndrome PIB, levo em consideração que tive uma atitude corajosa de escrever este texto, que mal ou bem tenta provar a você e a mim (independente do poder da mídia e da sociedade), que se aceitar é o mais importante. Sabe porque? Porque ser feliz não tem preço!
Então tive a ousadia de escolher a pauta sobre a Síndrome PIB/ Padrão Inatingível de beleza. Esta síndrome implica na total influência da mídia no inconsciente das mulheres. Estas, que formam em suas mentes uma imagem de corpo perfeito, e definem aquela imagem como a ideal, acabam se tornando pessoas infelizes porque vivem em uma guerra com o espelho que parece não cessar. A imagem refletida no espelho de tantas meninas é frustrante quando o que elas vem é apenas o corpo geneticamente natural.
Então com medo de rejeição no grupo social, que a mídia ocasiona com o PIB, muitas buscam fazer exercícios físicos de modo exagerado e realizam dietas “passa fome”. Mas como ainda assim não se consideram no padrão estipulado como ideal, o problema psicológico tende a ficar cada vez mais grave. Isso acontece quando a autoestima desaparece de vez, e o indivíduo tenta “resolver” seu problema ocasionando transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Aí sim o caminho se torna sem volta se não houver acompanhamento psicológico constante!
Até onde é saudável se cuidar, freqüentar academias, contar calorias?
A mídia busca e consegue sempre convencer o espectador para vender. Mas quem pára pra pensar que a função da mídia é justamente essa? Diversas revistas brasileiras exibem suas capas com mulheres desenhadas, esbeltas, sempre bronzeadas, magras na medida certa, com pernas torneadas, bumbum durinho, pele macia.. e todas mostrando um sorriso com cara de felicidade. Este é o produto dedicado de mulher para mulher! “Vende-se uma barriga tanquinho, e.. “vende-se também alegria e satisfação!”
Não é capricho de adolescente adquirir a síndrome PIB; é sim um caso sério a se pensar. Vem aumentando significativamente o número de mulheres e até mesmo alguns homens que morrem por adquirirem transtornos alimentares. E é essa a realidade de pessoas comuns que convivem com você e comigo. E você? Também não é um pouco paranóico com essa história de padrão de beleza?
“Se sentir bem” não deve ser comparado a “se sentir perfeito”. Se sentir bem é praticar exercícios físicos regulares e se alimentar saudavelmente sem contar as mínimas calorias, e é fazer isso espontaneamente sem punição ou auto-rejeição. Se sentir bem não é precisar da aprovação de ninguém sobre nossos atos ou nossa aparência.
A vida não nos acompanha com trilha sonora, é verdade; mas se sentir bem é acima de qualquer suspeita respirar com alívio o mais puro dos ares e convencer a si mesmo de que “eu sou saudável porque me aceito exatamente assim”
Eu como não me excluo e não sou exceção de mulher com a síndrome PIB, levo em consideração que tive uma atitude corajosa de escrever este texto, que mal ou bem tenta provar a você e a mim (independente do poder da mídia e da sociedade), que se aceitar é o mais importante. Sabe porque? Porque ser feliz não tem preço!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
E se a vida lhe desse uma oportunidade de concertar teu erro quase fatal? E a vida lhe deu essa oportunidade. Inevitavelmente, ela não quis aproveitar, continuou querendo desistir de tudo. E desistiu! Ela caiu! Caiu... Desistiu pra nunca mais poder voltar. Não achei graça essa história de você me ensinar a sonhar e abandonar todos os seus sonhos poxa!
Hoje tudo que eu lembro, são das partituras de músicas, das notas musicais que inevitavelmente me levam a ela, em cada acorde em cada deslize de voz, tudo o que eu aprendi de música me leva à ela. E quem disse que um dia as músicas pudessem lembrar coisas tristes? E quem disse que um dia as músicas iriam tocar, e iriam ser cantadas de forma solitária e confusa? em quem mandou você abandonar todas as suas partituras minha querida professora?
e como aprendi com ela, nas mais sublimes notas...
eu sou nuvem passageira,
que com o vento se vai,
eu sou como um cristal bonito
que se quebra quando cai..
Não vai adiantar escrever seu nome numa pedra, pois essa pedra em pó vai se transformar...
A memória também vai se apagando até sobrar uns mínimos vestígios de que você existiu.. Mas existiu, e graças a Deus esteve em algum momento no vagão do meu trem, e foi tão bom.... sua dedicação nunca foi em vão, e fez toda a diferença! Mas como dizia Caio Fernando de Abreu.. se é verdade que o tempo não volta.. também deveria ser verdade que os amigos não se perdem!!! Ironia do destino te levar no Dia Mundial da Voz.
Audições eternas profe Adri!
Hoje tudo que eu lembro, são das partituras de músicas, das notas musicais que inevitavelmente me levam a ela, em cada acorde em cada deslize de voz, tudo o que eu aprendi de música me leva à ela. E quem disse que um dia as músicas pudessem lembrar coisas tristes? E quem disse que um dia as músicas iriam tocar, e iriam ser cantadas de forma solitária e confusa? em quem mandou você abandonar todas as suas partituras minha querida professora?
e como aprendi com ela, nas mais sublimes notas...
eu sou nuvem passageira,
que com o vento se vai,
eu sou como um cristal bonito
que se quebra quando cai..
Não vai adiantar escrever seu nome numa pedra, pois essa pedra em pó vai se transformar...
A memória também vai se apagando até sobrar uns mínimos vestígios de que você existiu.. Mas existiu, e graças a Deus esteve em algum momento no vagão do meu trem, e foi tão bom.... sua dedicação nunca foi em vão, e fez toda a diferença! Mas como dizia Caio Fernando de Abreu.. se é verdade que o tempo não volta.. também deveria ser verdade que os amigos não se perdem!!! Ironia do destino te levar no Dia Mundial da Voz.
Audições eternas profe Adri!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dia mundial da voz
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar..
Dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz! Instrumento mais rico que há! Então que saibamos valorizar este presente de Deus, nosso principal meio de comunicação e usa-la da melhor maneira possível a nosso favor e a favor de outras pessoas, porque ninguém pode calar a nossa voz!
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar..
Dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz! Instrumento mais rico que há! Então que saibamos valorizar este presente de Deus, nosso principal meio de comunicação e usa-la da melhor maneira possível a nosso favor e a favor de outras pessoas, porque ninguém pode calar a nossa voz!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Deixa deste cansaço... esqueça...
Deixa deste cansaço, esqueça tudo que te faz triste..
Durante a ultima semana (5 de abril), estive em Porto Alegre conhecendo a estrutura dos meios de comunicação de lá. TVE, Museu de Comunicação, Jornal Zero Hora.. este foi o que mais me tirou o sossego.. Sai de lá impressionada com a estrutura, a organização e principalmente a qualidade dos profissionais. Por lá não tenho dúvidas que só consegue vaga quem é excelente no que faz, quem tem estilo próprio, e responsabilidade. Principalmente, quem tem coragem pra enfrentar uma rotina totalmente diferente na capital gaúcha, uma boa estrutura financeira, e um bom desapego a família, pra quem é do interior.
Conhecer o Zero Hora, foi ter contato com pessoas admiráveis desde a área publicitária até o setor de esportes.
Conhecer aquele jornal, foi ter uma pequena visão de que armas se precisa ter pra sair na rua procurar a melhor pauta. Como se passar por flanelinha, ou correr o risco de chegar na redação tarde da noite com os colegas te pedindo porque você ta sujo da cabeça aos pés.
E acima de tudo é estar sujo da cabeça aos pés e ter moral pra dizer “eu sou um profissional valorizado e admirado por todos”. Chegar no Zero Hora, é pensar que você passou por todos os imprevistos que pôde pra chegar ali. Deixou a família aos poucos, abandonou totalmente a hora do descanso, apenas pra conseguir um furo de reportagem, e mesmo assim depois de exausto, se sentir um cara realizado.
O que consolou, nós colegas focas incompreendidos, é que aqueles jornalistas nos deixaram a impressão de que não chegaram ali comprando o chefe, nem se contentando com textinhos meia boca. Também nem chegaram ali sem nenhuma experiência profissional, ou por “apadrinhagem” de alguém do jornal. Também não chegaram ali pedindo aos pais todo mês mil reais para pagar as “pequenas” dividas com auto-mimos. (Eles também não chegaram ali perdendo tempo escrevendo seus sentimentos bobos em um blog sem audiência, mas também eles não ficaram fazendo propaganda de graça de nenhuma empresa. (kkkkk))
Além disso conhecemos, o museu de comunicação Hipólito José da Costa. Foi quando sai de lá estarrecida com o cheiro úmido de jornais de quase dois séculos atrás, e por ter tido contato com as mesmas máquinas tipográficas enormes, que meus descendentes inteligentes e dedicados tiveram tempo atrás. E o mais legal foi conseguir ter um contato muito interessante com o passado. Sair de lá foi pensar em esquecer os olhos ardendo de sono, deixar o cansaço de lado, e esquecer tudo que me fazia triste, porquê a vida estava colorida e o vento batia com delicadeza nos meus cabelos.
Depois voltando a realidade, fomos conhecer a Famecos, e a estrutura dos cursos de pós graduação em comunicação social e mestrado na área. Sem querem me enganar - sai de lá pensando que a incerteza ainda toma conta de mim, e poderá continuar tomando conta depois que eu quem sabe estiver num curso superior de comunicação respirando ares porto-alegrenses, e ainda pensando que poderia ter feito música e ser cantora de fundo de quintal. Mas, estaria feliz, porque a vida é feita de incertezas, escolhas erradas e certo destino.
Na volta, quando a chuva começou bater com força no vidro do ônibus, eu ensurdeci, e acordei só quando estava pertinho de Passo Fundo, voltando a realidade. O frio na estação rodoviária congelou meus dedos, e me paralisou, até eu chegar em casa tomar um banho quente, e acordar apenas de manhã já trabalhando no Correio Marauense, escrevendo matéria sobre a Feira Municipal de Saúde, e me pendurando no telefone.
Durante a ultima semana (5 de abril), estive em Porto Alegre conhecendo a estrutura dos meios de comunicação de lá. TVE, Museu de Comunicação, Jornal Zero Hora.. este foi o que mais me tirou o sossego.. Sai de lá impressionada com a estrutura, a organização e principalmente a qualidade dos profissionais. Por lá não tenho dúvidas que só consegue vaga quem é excelente no que faz, quem tem estilo próprio, e responsabilidade. Principalmente, quem tem coragem pra enfrentar uma rotina totalmente diferente na capital gaúcha, uma boa estrutura financeira, e um bom desapego a família, pra quem é do interior.
Conhecer o Zero Hora, foi ter contato com pessoas admiráveis desde a área publicitária até o setor de esportes.
Conhecer aquele jornal, foi ter uma pequena visão de que armas se precisa ter pra sair na rua procurar a melhor pauta. Como se passar por flanelinha, ou correr o risco de chegar na redação tarde da noite com os colegas te pedindo porque você ta sujo da cabeça aos pés.
E acima de tudo é estar sujo da cabeça aos pés e ter moral pra dizer “eu sou um profissional valorizado e admirado por todos”. Chegar no Zero Hora, é pensar que você passou por todos os imprevistos que pôde pra chegar ali. Deixou a família aos poucos, abandonou totalmente a hora do descanso, apenas pra conseguir um furo de reportagem, e mesmo assim depois de exausto, se sentir um cara realizado.
O que consolou, nós colegas focas incompreendidos, é que aqueles jornalistas nos deixaram a impressão de que não chegaram ali comprando o chefe, nem se contentando com textinhos meia boca. Também nem chegaram ali sem nenhuma experiência profissional, ou por “apadrinhagem” de alguém do jornal. Também não chegaram ali pedindo aos pais todo mês mil reais para pagar as “pequenas” dividas com auto-mimos. (Eles também não chegaram ali perdendo tempo escrevendo seus sentimentos bobos em um blog sem audiência, mas também eles não ficaram fazendo propaganda de graça de nenhuma empresa. (kkkkk))
Além disso conhecemos, o museu de comunicação Hipólito José da Costa. Foi quando sai de lá estarrecida com o cheiro úmido de jornais de quase dois séculos atrás, e por ter tido contato com as mesmas máquinas tipográficas enormes, que meus descendentes inteligentes e dedicados tiveram tempo atrás. E o mais legal foi conseguir ter um contato muito interessante com o passado. Sair de lá foi pensar em esquecer os olhos ardendo de sono, deixar o cansaço de lado, e esquecer tudo que me fazia triste, porquê a vida estava colorida e o vento batia com delicadeza nos meus cabelos.
Depois voltando a realidade, fomos conhecer a Famecos, e a estrutura dos cursos de pós graduação em comunicação social e mestrado na área. Sem querem me enganar - sai de lá pensando que a incerteza ainda toma conta de mim, e poderá continuar tomando conta depois que eu quem sabe estiver num curso superior de comunicação respirando ares porto-alegrenses, e ainda pensando que poderia ter feito música e ser cantora de fundo de quintal. Mas, estaria feliz, porque a vida é feita de incertezas, escolhas erradas e certo destino.
Na volta, quando a chuva começou bater com força no vidro do ônibus, eu ensurdeci, e acordei só quando estava pertinho de Passo Fundo, voltando a realidade. O frio na estação rodoviária congelou meus dedos, e me paralisou, até eu chegar em casa tomar um banho quente, e acordar apenas de manhã já trabalhando no Correio Marauense, escrevendo matéria sobre a Feira Municipal de Saúde, e me pendurando no telefone.
terça-feira, 29 de março de 2011
Fim de semana..fim de festa.. e de repente...
fim de vida! Cena chocante ter que aprender conviver com o absurdo dos acidentes de trânsito que de maneira implícita fazem vítimas fatais. Vítimas essas que passam a ser parentes próximos pessoas que em ultimo caso morreriam destroçadas presas nas ferragens de um veículo.
Realidade esta que acontece quase diariamente em cidades consideradas interioranas. Então forma-se a pergunta se, são as pessoas que se tornaram mais imprudentes, ou se foi pelo fato da urbanização ter formado pessoas cada vez mais apressadas para suas rotinas de cada dia.
Não há uma explicação ideal para esta constatação. Tomara fosse menor a contagem de morte de jovens que a bebida e a condução perigosa de automóveis causam apenas em fins de semana. Fim de semana, fim de festa, fim de vida. O que faz alguém pensar que um herói se cria a 150 km por hora?
Depois a ilusão de que é possível manter reflexos e condições físicas para manter-se seguro em meio ao trânsito apressado e irrelevante.
A grande maioria das mortes em acidentes de trânsito se fazem com jovens que recentemente tiraram a carteira de habilitação e que não demora acham que tenham a vida nas mãos. “Cheios de vida, cheios de segurança, e acima de qualquer suspeita: Ilimitados!!! Não há limites para a vida!!!” Então também não há limites para os pais, não há limites para a diversão!! O que é diversão?? E essa pergunta gera outra: o que é educação para pais? O erro não passa a ser tanto a imprudência no trânsito. O grande erro, passa a ser, a falha na educação!!! Constitui-se então a ideia de que acidente, não é um acidente!!! Literalmente não é!! Acidente é simplesmente um atitude proposital de pais, familiares, que inconscientemente sabem das reais consequências. Mas não, elas nunca chegam, até os filhos!
Vários pontos neste questionamento devem ser analisados. Todos sabem que pessoas morrem todos os dias vítimas do trânsito. Mas ninguém consegue imaginar quem será a próxima vítima. A próxima vítima é a imprudência, a próxima vítima é a do álcool, a próxima vítima é a do descuido alheio, mas a próxima vítima pode ser daquela família que achou que um acidente, era apenas um acidente, e que nada poderia ser feito a respeito, a não ser tentar salvar uma vida já sem concerto.
O Poder Público pode tomar providências para tentar reduzir o nível de fatalidades. Pode duplicar perimetrais, mudar trajetos, tentar controlar as danificações nas pistas, mas chega de culpar a política... o Estado pela imprudência das pessoas. Para quem gosta de velocidade, é difícil se adaptar depois em andar a seis quilômetros por hora numa cadeira de rodas. Nunca irá ser resolvido o drástico número de acidentes enquanto não pararem de pensar que as pistas têm o dever de fazer milagres
Realidade esta que acontece quase diariamente em cidades consideradas interioranas. Então forma-se a pergunta se, são as pessoas que se tornaram mais imprudentes, ou se foi pelo fato da urbanização ter formado pessoas cada vez mais apressadas para suas rotinas de cada dia.
Não há uma explicação ideal para esta constatação. Tomara fosse menor a contagem de morte de jovens que a bebida e a condução perigosa de automóveis causam apenas em fins de semana. Fim de semana, fim de festa, fim de vida. O que faz alguém pensar que um herói se cria a 150 km por hora?
Depois a ilusão de que é possível manter reflexos e condições físicas para manter-se seguro em meio ao trânsito apressado e irrelevante.
A grande maioria das mortes em acidentes de trânsito se fazem com jovens que recentemente tiraram a carteira de habilitação e que não demora acham que tenham a vida nas mãos. “Cheios de vida, cheios de segurança, e acima de qualquer suspeita: Ilimitados!!! Não há limites para a vida!!!” Então também não há limites para os pais, não há limites para a diversão!! O que é diversão?? E essa pergunta gera outra: o que é educação para pais? O erro não passa a ser tanto a imprudência no trânsito. O grande erro, passa a ser, a falha na educação!!! Constitui-se então a ideia de que acidente, não é um acidente!!! Literalmente não é!! Acidente é simplesmente um atitude proposital de pais, familiares, que inconscientemente sabem das reais consequências. Mas não, elas nunca chegam, até os filhos!
Vários pontos neste questionamento devem ser analisados. Todos sabem que pessoas morrem todos os dias vítimas do trânsito. Mas ninguém consegue imaginar quem será a próxima vítima. A próxima vítima é a imprudência, a próxima vítima é a do álcool, a próxima vítima é a do descuido alheio, mas a próxima vítima pode ser daquela família que achou que um acidente, era apenas um acidente, e que nada poderia ser feito a respeito, a não ser tentar salvar uma vida já sem concerto.
O Poder Público pode tomar providências para tentar reduzir o nível de fatalidades. Pode duplicar perimetrais, mudar trajetos, tentar controlar as danificações nas pistas, mas chega de culpar a política... o Estado pela imprudência das pessoas. Para quem gosta de velocidade, é difícil se adaptar depois em andar a seis quilômetros por hora numa cadeira de rodas. Nunca irá ser resolvido o drástico número de acidentes enquanto não pararem de pensar que as pistas têm o dever de fazer milagres
quinta-feira, 24 de março de 2011
Para uma menina com uma flor
Um dos textos mais doces e sinsíveis que já li, do grande Vinicius de Moraes.
Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí sim você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta pensando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.
Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado. E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí sim você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.
E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta pensando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.
quinta-feira, 17 de março de 2011
"Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza."
Caio Fernando De Abreu
quarta-feira, 2 de março de 2011
Rasgando o currículo
Profissão: jornalista em experiência, repórter.
Lembrei-me que, da infância até a adolescência meus pais não cansavam de dizer, “filha estudo deve ser prioridade! O resto vem depois!”
- Só depois do que? Eu pensava. Trabalho sempre foi minha prioridade desde os dezessete anos. Até porque eu preciso pagar a faculdade.
Nesta idade trabalhei num jornal de interior, mas não tinha nem noção do que era, entregar matérias no prazo, entrevistar pessoas difíceis, ah, e nem se quer cumprir horário, (hoje eu só sei o que é fazer hora extra de graça, nos vários eventos pra cobrir à noite e finais de semana), mas enfim, serviu para começar a ver o mundo de um modo um pouco diferente, do que aquele olhar de criança. “Tempos difíceis” eu resumiria hoje. Fase boa da juventude, como dizia minha mãe, era ter disposição para trabalhar, fazer projetos, sonhar alto. Não seria fase para extravasar, aproveitar, despreocupar, curtir, ir para a balada, fazer grandes amigos e viver grandes histórias com eles, dançar até não poder mais, E eu também nunca me dei o direito de pensar que deveria ser assim. A preocupação sempre foi minha companheira de conduta. Soltar a mente e os músculos? Isso era tarefa para adulto bem resolvido. Voltando a conversa... depois do jornal de interior, entrei desesperada com um salário bem mínimo, como caixa de um supermercado. Lá, as filas de compras, os clientes sem paciência (e com razão) e os resultados finais que nunca batiam, era com que eu tinha pesadelos todas as noites.
Quando “acordei”, passei um tempinho trabalhando no meio dos livros, numa livraria legal. Até enfim conseguir entrar em outro jornal no município de Marau. Este ainda me trás pequenas dores de cabeça. Tanto, que, meu twitter certa vez teve frases como “Achei que estivesse no caminho certo há dois anos atrás”, ou “ gostaria de pensar que fosse só mais uma fase , mas não é” Então veio a resposta de uma jornalista admirável: “ É sempre assim Kelly! Nada como um dia depois do outro” É, ela pode ter razão, e eu, tenho o direito de continuar com minhas incertezas. Hoje, com um mínimo de vivência tenho a consciência de que jornalismo na prática é outra coisa. Quem sabe seja apenas como a vida, vezes convivemos com pessoas prepotentes, vezes se estressamos pelas incompreensões, ainda, por vezes queremos desistir de tudo e seguir por outro chão, mas claro, não desistimos mesmo assim. Em meio a tudo somos felizes, e aprendemos coisas inimagináveis.
Eu já cantei em casamentos e em pub, já tive medo de perder, chorei de medo em aula, peguei muita chuva, já fui muito engênua, já perdi pessoas especiais, valorizo a família, o calor humano, o meu cachorro, e também aprendi a amar. Ah! Também já pensei em ganhar a vida como cantora.
Experiência: tenho muitas.. você tem tempo o bastante pra me ouvir?
Você não vai acreditar, eu faço parte de um outro universo, e terei grandes histórias pra contar se Deus permitir que eu veja a vida com outros olhos.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Recebi este selo de qualidade de uma grande amiga que conheci no CLJ. Valeu Prii! http://ahlittle.blogspot.com.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Fechado para balanço!
Nunca deixe que lhe digam que não vale apena acreditar no sonho que se tem, e que seus planos nunca vão dar certo, e que você nunca vai ser alguém..
Um ano se passou e Luiza, regressou das férias sem esperança. Tudo que ela queria era sair daquela vida de foca sem rumo. (sim porque toda foca é sem rumo, não sabe quando vai poder deixar de buscar informações pra matéria dos outros, quando vai poder ter voz pra dar opiniões) Tudo que um foca quer é poder ser reconhecido pela sociedade como jornalista.) Correr o dia todo sob sol ardendo nos ombros, sem contar dos inúmeros banhos de chuva pra conseguir informações impossíveis por telefone, fax, ou e-mail (algumas pessoas, simplesmente não se interessavam e nem se comprometiam de repassar conteúdo antes do fechamento, ou do xingamento do chefe. As coisas eram meio difíceis. E Luiza afirma que a considerada “era digital”, funcionaria melhor se fosse no tempo das carruagens de fogo. Por entre tanta correria diária ( diária, noturna, fins de semana), e compromissos pessoais todos comprometidos, seu salário de foca assumida não aumentava, mas o grau dos seus óculos sim.
Por entre tanta irritação, estressamento, nos péssimos dias em que tinha que insistir falar com pessoas sem paciência, arrogantes, e auto-suficientes, Luiza teve também, bons momentos naquele meio jornalístico. Viagens à Porto Alegre na Famurs e no Palácio da República sempre foram histórias importantes para se contar. Ainda mais quando se tinha a criatividade de registrar a sua cara nada ética na frente daqueles velhos andares. Quando havia entrevistas com políticos influentes ninguém reparava suas pernas tremendo embaixo da mesa, e ela se perguntando ainda porque o chefe havia a colocado nesta empreitada. E era bom, era legal, não entender nada de política, estar naquela situação era extraordinário. Em meio à tantas pessoas que conheceu profissionalmente, achou bom ter percebido que algumas delas simplesmente são, malucas, e nem tanto mais maduras que ela. Certas pessoas, na opinião dela (quase formada) nem mereciam o CC que tinham.
O que à consolava era que alguns colegas de outros jornais, também se encontravam na mesma situação. Se bem que derrepente um pouco mais seguros de si. (mas e quem disse que eles sabiam o que estavam fazendo sempre?)
Depois de se passar um ano, e Luiza conseguir tirar férias por quinze dias, e voltar, perdeu aquela visão de que trabalhar em jornal era ter um a vida glamourosa. Pelo contrario, era bater muito tênis na rua e muito pouco salto alto. Era sair levemente perfumada de casa e saber que sua tentativa de boa aparência acabaria assim que você chegasse na sala do prefeito. Trabalhar em jornal era tentar não parecer inocente. Era ter que ter ousadia e ao mesmo tempo muito critério. Era não conseguir ir à missa no “suposto” final de expediente. Era também claro discutir com o namorado pelos tantos eventos que teria que cobrir sozinha. Era poder ver a família quase regularmente nos finais de semana. ( dizem que para os não-mais-focas, a situação piora) Era ter consigo poucos amigos e muitos educados e pucha-sacos, que, saiam nas fotos com uma cara tão falsa quanto aquele sorriso. Era se iludir com a faculdade, que lhe contava sobre o mundo cor-de rosa da profissão. Mas também era... ter que aprender na marra a ter atenção, e interpretar seus próprios textos pelos leitores, e acima de tudo ter que escrever imitando sua chefe, porque claro que ela nunca vai confiar totalmente no seu taco. E como ela escrevia bem. Luiza tinha que admitir. O que ela esperava tanto era poder, ter um voto de reconhecimento dela, um yes! Um certo! Um, "não precisa melhorar"!Trabalhar num jornal era ter que esquecer as inspirações e escrever muitos assuntos chatos.
O bom, era somar todas essas dificuldades no final e ver que lhe trouxeram aprendizagem. Sua esperança é poder deixar de ser foca, ou se nada der certo virar jornalista. E se quem sabe tudo der errado, mesmo assim daria muito certo, ela seria simplesmente cantora de fundo de quintal. E teria uma vida um pouco mais disrregrada.
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