"Sempre vai existir essa incansável busca por alguém que escute suas histórias, seus medos, seus fracassos, seus sonhos.. que lhe escute. Não é fácil encontrar, mas não é impossível, não é rápido , mas também não é eterna a busca. Um dia você encontra uma voz doce que te acalma, alguém que sorri pra você e te abraça sem ao menos se mover, encontra um olhar terno que te faz derreter só de olhar, encontra palavras que sempre quis escutar, que sempre disse, mas não costumavam dizer pra você. Quando isso acontecer , agarre, cuide .. porque você acabou de encontrar seu mais lindo esconderijo" -

whatever .

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Querido Papai Noel


Não te peço desta vez sonhos impossíveis.
 Te peço apenas uma caixa de chocolates para meus dias ansiosos. Muita paciência pro meu fim de ano agitado, e claro, depois eu te peço umas boas férias, (aquelas duas semanas de férias coletivas) porque ninguém é de ferro. Depois eu quero um ano legal sabe, com muita dedicação e aprendizagem no trabalho árduo que é ser jornalista, repórter, redatora e pau pra toda obra.
Não quero te pedir mais nada novo, mas pra colocar mais humildade no coração das pessoas, menos arrogância, menos nariz empinado (em especial para os secretários, presidentes, prefeitos, vices, e arrogantes de plantão). Pra que elas percebam que somos todos iguais, só mudamos a cor do pijama. Ensine-nos a viver como irmãos, porque a maior dificuldade da vida ainda é  aprender a conviver com os outros.
Eu sei que a culpa nem é toda sua, pois o pessoal da publicidade, faz agora muito barulho e propaganda ao seu respeito a tal ponto que algumas pessoas nem mais se lembram do que comemoram no dia 25.
Cometi alguns erros este ano, mas nada tão grave que não possa me atender. Fiquei de bobeira na internet, escrevendo bobagem no twitter, e feliz da vida por almoçar de graça nos eventos. hahaha
A o senhor bom velhinho também poderia me fazer perceber que eu odiaria fazer outra coisa na vida, quando jornalismo já está no sangue. Me faça acreditar ano que vem que ninguem pode morrer de tanto trabalhar, e jornalista mesmo com horas extras tem o privilégio de viver uma rotina sempre nova e muito mais excitante do que a de um burocrata de um mercado financeiro.
Já percebi também que as pessoas que você tem que olhar para cara quase todo dia, encher o saco pra pegar entrevista e ela nunca pode te atender, andam muito estressadinhas e individualistas, Papai Noel me manda um manual de como lidar com elas sem se frustrar.
Antes que eu fique aqui bancando a individualista, quero pedir que inclua na minha pequena lista de presentes, muitos sorrisos nos rostos desamparados, mais cabeça erguida,  mais reflexão, mais simplicidade e sinceridade, mais comprometimento com o próximo.
E.. meu bom velhinho: se não nos encontrarmos na madrugada de 25 de dezembro deixo um beijo carinhoso e desejo à todos meus amigos, familiares, conhecidos, irmãos, um feliz natal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tente apenas

Toque em mim, me faça cafuné,  e minta sobre minha beleza. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim, porquê se assim não for, sempre pensará que poderia ser feliz de outra forma que não fosse esta. Acredite no que eu te falo de verdade, e acredite no que eu te digo de mentira, certamente serão raras e sempre por um bom motivo.  Me deixe chorar quando eu quiser, me deixe sozinha no meu canto. Mas não se preocupe, porque eu gosto de ser contrariada também, então fique comigo, e pergunte o porque estou assim.
Saia com outras mulheres se quiser, beba, tenha amigos nada estimados por mim. Me esconda a verdade, tenha noites boêmias e caia em tentação sempre que não conseguir contrariar seus desejos. Por favor, não fique indiferente, a vida sempre nos reserva dois extremos.
Me enlouqueça, ame música, sente comigo pra tocar violão e conversar sobre tudo que te atormenta, mas me entenda também.  
Pegue o seu carro e corra até o fim do mundo, conheça muitas pessoas, se apaixone por algumas delas. Tenha aventuras. Perca o rumo. Seja meu amigo fiel.  Sinta raiva de mim, mas depois por favor volte sentir o calor da minha pele, e não consiga ficar por muito tempo longe.  Sinta saudades e demonstre. Me pegue no colo na praia e me abrace como se fizesse 10 anos que não nos víssemos  mais.  Esconda seus segredos a sete chaves, olhe para as outras mulheres, me prenda com você.  Não fique protegendo seu coração de frustrações.  Nada do que eu digo é verdade, mas
se nada disso der certo, tente apenas.. me amar

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amigos invisíveis nunca ligam outra vez

Em homenagem a Dinho Ouro Preto meu texto debate hoje sobre o fato de que “é fácil fazer parte de um mundo tão pequeno, onde amigos invisíveis nunca ligam outra vez...”
Fiquei tentando desvendar esta frase por algum tempo até entender por completo o significado. Que graça tem o mundo sem amigos? Um que seja, deixa a vida mais saborosa. Era bom quando duas pessoas eram mais do que cúmplices, parceiras, mas irmãs de alma. Que amizade eterna era aquela. E foi eterna enquanto durou. O tempo foi passando, e arrastou com ele a cumplicidade, os segredos que não eram mais segredos, os recados de papel, e os assuntos em comum.  A amizade também foi embora; o vento levou ela bem devagar, assim como arrasta uma pena para longe; primeiro fica dando voltas e voltas pelo ar, até fugir do alcance de nossos olhos.
Foi assim que aconteceu. Não sei se as pessoas mudam assim tão derrepente. Então não foi o tempo, foi o convívio com outros mundos? Outros ares? Outras pessoas? Será que é tão fácil assim se desfazer de velhos amigos, renovar a vida, e tornar  o restante meros conhecidos? Pr isso que eu digo, é fácil fazer parte de um mundo tão pequeno, onde amigos invisíveis nunca ligam outra vez.  .. Se você quer que eu feche os olhos pra alguém que foi viver algum dia lá fora...” Hoje eu sei que o tempo apaga tudo, nem coloco mais fé nisso tudo.. Assim se torna fácil perder a fé no poder da amizade.
Da pra definir todos os bons momentos de amizade como “amizades de papel”. É como o papel porque, a maioria se perde, é consumido pelo fogo ou pelo tempo, pode acabar de repente em cinzas, ou volta e meia se acha uma amarelada  dentro de uma caixa de recordações. Parece ridículo, mas é simples assim. “Talvez até porque ninguém ligue pra você”  Não culpo aquela velha amizade mais, culpo sim as circunstancias que levaram de mim, pessoas preciosas, como certa amizade de papel do colegial, que foi assim como o papel, tão simples e tão verdadeira que agora amassada nunca mais voltou a mesma. O tempo trouxe chuva, pingos caíram sobre o papel, o vento secou, mas tornou-a ms vulnerável e apenas mais uma folha em meio a tantas outras que também se foram. Até porque, talvez ninguém ligue pra você. Mas esta foi especial, e ficará na minha memória gravada de uma forma mais cuidadosa A   amizade de papel não foi além dos tempos de colegial como imaginava, e enfim, neste mundo tão pequeno amigos invisíveis nunca ligam outra vez. .. “e se o mundo acabar não vou ligar para aquilo que eu não fiz” e.. algum dia quem sabe eu encontre algumas folhas amareladas do meu passado, quase consumidas pelo tempo, e algum dia quem sabe eu perca algumas folhas escritas recentemente. Não deveria ser assim, mas folhas de papel nunca tiveram vida própria, a natureza se encarrega de levá-las embora pra sempre.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O que me fez cursar Jornalismo

O que me fez cursar Jornalismo? Não sei até hoje. Mas sei, que quando chegou o momento do vestibular, tive um surto de nostalgia misturada com loucura. Na mesma época estava com um pé na faculdade de música. Ela sempre me fascinou, mas de qualquer forma, hoje estaria percorrendo os corredores da Faculdade de Artes e Comunicação da UPF.
Com o tempo, fui seduzida pelo cheiro de café forte, pelos laboratórios de fotografia e vídeo, e que mal convém falar, pelas pessoas de diferentes estilos que se instalavam naquelas escadarias cheias de história para contar.
Hoje, ainda tento descobrir o que me motivou a tomar esta decisão. A verdade é que tive um surto de homem aranha. Quem a essa altura do campeonato, se arriscaria, passar domingos e feriados cobrindo acidentes de trânsito, madrugando na redação? Existe duas versões: a versão do jornalista que ama sua profissão ama café, é um alcoólatra consolidado, E sua vida é a rua, a redação do jornal, o bar e a máquina fotográfica. A outra versão, não deve ser comentada porquê é aquela mais realista. E como todo jornalista, a realidade não é a melhor aliada nesta hora.
Certa leitura que fiz uma vez, me relembra claramente da trágica idéia
de um escritor sobre o jornalista. Segundo ele, não terás vida pessoal, familiar ou sentimental, nem feriados e fins de semana. Sem contar que ganhará muito pouco, não terás promoção, nem perspectiva de melhoria. Terás pesadelos com horários de fechamento, palavras escritas erradas, e olheiras e mau humor serão teu troféu de guerra.
Aí está a diferença entre as rotinas na FAC e a futura rotina de trabalho. A verdade é que a crença que se criou em torno do jornalismo, perdurou. Se fosse tudo isso mesmo, não existiria atuantes nessa área, existiria apenas internet e fofoqueiros de plantão, isto bastaria para mover as informações na sociedade. O que se faz com amor, não se desfaz com esta lenda. Tudo que aqueles corredores fizeram foi fortalecer meu desejo de escrever. Escrever sobre o mundo, sobre as mentiras que sustentam a humanidade. Quando era mais nova, sentia necessidade apenas, de saber como fazer amizades e mante-las, como sustentar ideias sem me contradizer. Inocente queria saber como fazer para ter certezas, precisava urgentemente que me dissessem o que fazer com com a parte de mim inaceitável pelo mundo.
Hoje, sem garras, ou teia, tenho o dever de enfrentar a rotina jornalística, e levar a sério, levando em consideração a ética e as diferentes formas de pensar; o que não são conquistadas entre aquelas paredes cheias de humor da faculdade. E mesmo assim a “lenda”, do velho escritor continua afirmando: “E mesmo assim, depois de tudo,haverá uma legião de focas querendo ocupar o seu lugar”.

Mãe é mãe

O que dizer da minha mãe...
Pra começara a  mãe não é minha... ela é uma parte de mim.. uma grande parte eu diria..
Inevitavelmente me tornei parte da sua personalidade. Aderi aos seus medos, ao seu jeito, e claro até aos seus problemas..
Não me queixo por isso. Percebi que sou como ela no momento que comecei a ter problemas psicológicos sérios. O que eu vejo de minha mãe, é que ela precisa de atenção, necessita ser compreendida. Quando ia na psicóloga e ficava sentada horas naquele sofá falando para aquela mulher estranha, percebi um longo tempo depois que todas as vezes que eu descrevia minha mãe pra ela, eu tava descrevendo eu mesma.
Ai estava o ponto das nossas brigas, eu não conseguia compreender certas atitudes da minha mãe, tudo nela me irritava.
Após eu mudar de cidade, e me afastar significativamente do convívio dela, os desentendimentos acabaram. Passei a vê-la com outros olhos.
Uma pessoa nunca conseguiu atingir os dois extremos comigo como ela: quero dizer, eu já odiei com todas as minhas forças e já solucei imaginando a sua perda.
Eu entendo seu jeito, ela foi criada numa família em que carinho e amizade com os filhos era besteira. Por isso que pra mim ganhar um abraço, um beijo dela é muito difícil. Mas no momento que comecei a fazer isso, ela se derrete, sabe porque? Porque mesmo que não pareça, ela sente falta disso também.
A vida fora do convívio familiar é um tanto complicada, mais complicada ainda era quando eu podia estar no convívio familiar...
O bom da historia é que hoje consigo valorizar mais os meus pais, eles são o que de mais importante eu tenho, só não sabemos por quanto tempo.
Ainda mesmo longe, nos fins de semana, quando retorno para “minha casa”, consigo discutir feio com ela.. Me deixa irritada vê-la com sérios problemas e não querer se ajudar.. na verdade eu nunca consegui entender certas coisas que se  passa com ela. Literalmente consegue deixar alguém louco em quinze minutos. Mas eu juro que um dia eu aprendo  lidar melhor com isso.
Eu amo a minha mãe. No fundo ela se sente sozinha la, não sei direito.
Espero poder aproveitar meus pais antes que eles tenham ido embora. Não da pra dizer: Ah! Eu.. lembrarei com carinho das pessoas que me deram a vida, que me amaram acima de tudo e de todos.
Não, eu não apenas lembrarei com carinho, eu ganharia um buraco dentro de mim muito grande, porque parte de mim iria embora com eles.
Eu desisti de tentar entender minha mãe, isso seria em vão.
Prometo que vou tentar amá-la, aproveita-la, dar a ela o carinho que não teve.
Essa expressão sofrida não pode permanecer no rosto dela, não me deixa feliz.
Ontem voltei pra cidade arrependida. Consegui com toda a minha vontade deixa-la mais mal do que aparentemente já estava.
Espero poder concertar meu erro, e aprender a ter mais paciência, calar quando sentir vontade de explodir, e dar um abraço silencioso quando pensar em tirar satisfações.
Não poderia imaginar escrever essa mensagem póstuma, minha mãe não se foi, ela está comigo pra que eu possa voltar atrás nos meus atos, rever conceitos, e perceber que a vida não volta pra mim concertar as besteiras, nem mesmo as pessoas.
Eu não sou perfeita, sou humana, e independente das pessoas que meus pais são, eles sempre serão a maior caracterização de amor que eu já tive, e isso, isso compensa qualquer explicação.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quando escrever, não esmague com palavras as entrelinhas.. disse uma vez minha querida Clarice